‘Thelma’ discute sexualidade da protagonista por meio de fenmenos sobrenaturais (Visualiziar tpico original)



Blog PDNet

Postado 30 novembro 2017 - 05:39

Produo norueguesa foi selecionada por seu pas para tentar uma vaga no Oscar e estreia nesta quinta-feira (30) em diversas capitais brasileiras



Cena de Thelma, que estreia nesta quinta-feira (30) nos cinemas de So Paulo, Santos, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, Recife, Belo Horizonte, Brasilia e Curitiba

Foto: Divulgao

Um dos filmes mais polarizadores de 2017, “me!” s se existe por meio de suas alegorias e isso constitui tanto sua maior fora, como sua grande fragilidade. “Thelma”, novo filme de Joachim Trier e escolhido pela Noruega para tentar uma vaga no Oscar 2018 entre as produes estrangeiras, apresenta inmeras alegorias – todas esfuziantes e reverberantes – mas sobrevive sem elas. neste ponto especificamente que se distingue como uma produo muito mais ampla, satisfatria e mesmerizante.</p>Os debates que provoca tampouco se esgotam ao fim da produo. O incio do filme avassalador e instiga a audincia pelo que vir a seguir. Um homem e uma menina, que intumos ser sua filha, caminham por uma floresta coberta de neve. Ele avista um cervo. Mira. A menina fita o cervo na expectativa do abate, ele passa a mirar sua filha. Demora alguns minutos na hesitao. Desiste. “Thelma” um filme que vai se revelando aos poucos e acumulando alegorias que o tornam melhor.

Eili Harboe faz a Thelma do ttulo. Uma garota tmida que acaba de deixar a casa dos pais para estudar em Oslo, onde comea a viver seu primeiro amor. Que um amor homossexual. Seu relacionamento logo afetado pela intromisso opressiva de sua famlia, que com suas crenas religiosas fundamentalistas conseguem abalar a vida da jovem. Quando Thelma fica chateada, coisas estranhas comeam a acontecer e esses fenmenos sobrenaturais s aumentam.</p>

Cena do filme Thelma: alegorias sobre a sexualidade

Foto: Divulgao

O filme de Trier poderia ser vulgarmente definido como um X-Men europeu com fundo sexual. Isso porque Thelma resiste ao desejo sexual por Anja (Kaya Wilkins). A desconstruo da figura masculina, aqui materializada pelo pai bondoso, mas rgido, uma dessas alegorias sobre sexualidade e liberdade que tanto agradam em um cinema que se pretende expositivo das angustias homossexuais.</p>Os conflitos ntimos da protagonista e a maneira como ela se debate com eles, deixando a inocncia para trs e se aceitando por inteiro, no contexto sexual, mas tambm “mutante”, torna “Thelma” um filme de brilho peculiar e especialmente potente.