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Bright, com Will Smith, foi visto por 11 milhões em três dias nos EUA

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- 01-01-18 10:30 - 0 Comentários

O filme de Will Smith foi visto por cerca de 11 milhões de pessoas nos Estados Unidos de acordo com os dados divulgados pela empresa Nielsen

O filme original da Netflix, Bright, protagonizado pelo ator Will Smith, que estreou noa plataforma de streaming Netflix em 22 de dezembro, teve uma audiência total de mais de 11 milhões nos primeiros três dias, nos Estados Unidos, de acordo com as estimativas da Nielsen.

Cena do filme Bright%2C o novo lançamento da Netflix com Will Smith

Cena do filme Bright, o novo lançamento da Netflix com Will Smith

Foto: Reprodução

O novo filme de Will Smith teve um orçamento estimado em US$ 100 milhões. De acordo com a Nielsen, Bright teve menos popularidade que a segunda temporada da série de suspense Stranger Things, que nos três primeiros dias teve em torno de 15,8 milhões de espectadores. Entretanto, o longa atraiu um publico maior do que a segunda temporada de The Crown, a série de drama da rainha Elizabeth II, que teve 3 milhões.

De acordo com uma análise feita pelo site The Wrap, se os assinates da Netflix pagassem para ver o filme nos cinemas, a produção tereia uma arrecadação de US$ 98,2 milhões. Com esse valor, o filme ultrapassaria a franquia Star Wars: Os Últimos Jedi, que teve US$ 71 milhões arrecadados em sua estreia.

Os dados apurados pela Nielsen, não abrangem todos os aparelhos como tablets, celulares e computadores e a Netflix não divulga os números oficiais de sua audiência. O Serviço de streaming conta com 109 milhões de assinantes em mais de 190 países, sendo os Estados Unidos os principais consumidores do serviço.

A pesquisa mostra que o filme atraiu um nível de interesse grande, mas não surpreendente. A Nielsen também divulgou que 56% da audiência geral para o filme era do sexo masculino e 44% eram do sexo feminino, nos três primeiros dias de lançamento.

Sobre o filme

Bright, dirigido por David Ayer (“Suicide Squad”), conta a história do policial Scott Ward (Will Smith), que vive em Los Angeles e tem que exercer a profissão em parceria com um policial ORC (Joel Edgerton), misturando realidade com fantasia.

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‘The Square’ lidera bateria de filmes do Oscar que estreiam em janeiro

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- 12-31-17 15:01 - 0 Comentários

Filme sueco é sério candidato a figurar na lista de melhores de 2018. Estreias de janeiro nos cinemas são alguns dos destaques da coluna Bastidores

O ano de 2018 começa forte para os cinéfilos brasileiros. O mês de janeiro abre com um sério candidato e figurar nas listas de melhores filmes de 2018. “The Square – A Arte da Discórdia” estreia no dia 4. O filme levanta um debate dos mais interessantes, a respeito da relevância da arte nos dias atuais e seu papel na promoção do bem-estar social. Algumas das cenas mais originais e inquietantes do cinema moderno estão nesse filme do cineasta sueco Ruben Östlund.

The Square

The Square

Foto: Reprodução

Ainda em janeiro estreiam “O Destino de uma Nação” (dia 11), “Me Chame pelo Seu Nome” (dia 18) e “The Post – A Guerra Secreta” (dia 25), produções que devem constar do próximo Oscar. O mês tradicionalmente acomoda os lançamentos que miram no Oscar e frequentemente entrega integrantes das listas de melhores do ano.

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Dublê que morreu no set de ‘Deadpool 2’ teria sido pressionada a fazer acrobacia

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- 08-25-17 08:34 - 1 Comentários

Dublê que morreu em set de “Deadpool 2” era piloto profissional, nunca havia participado de cena de filme e teria sido pressionada a fazer acrobacia

O The Hollywood Reporter publicou um extenso dossiê sobre a investigação da morte de uma dublê no set de filmagem do filme “Deadpool 2”. O acidente aconteceu no dia 14 de agosto, durante as filmagens de uma cena de acrobacias aéreas com uma motocicleta. A polícia de Vancouver, no Canadá, é a responsável pelo caso.



Dublê morta em set de “Deadpool 2” não tinha experiência em cinema e nem em acrobacias aéreas

Foto: Divulgação

De acordo com a publicação, a dublê de 40 anos – identificada apenas como S. J. Harris – era uma experiente piloto de corridas, porém, não tinha experiência em acrobacias aéreas e nunca havia feito um filme. Os produtores então a pressionaram, pois precisavam de alguém com a mesma etnia e gênero de Zazie Beetz, uma das atrizes que integram o elenco de “Deadpool 2“.</p>Contudo, membros da equipe teriam alertado os produtores que a jovem não estava pronta para a realização da cena. “Ela estava melhorando, mas eu a olhava e pensava que era só questão de tempo até ela bater contra uma parede ou atropelar alguém”, disse um dos dublês que treinou com Harris dias antes do acidente.


Acidente
Ainda de acordo com o site, a acrobacia em questão deveria ter sido realizada por um dublê experiente, e teria sido simples para um profissional. Contudo, Harris nunca havia feito uma cena para um filme. Nela, um piloto deveria dirigir uma motocicleta Ducati 939 Hyperstradam saindo de um prédio, descer uma rampa sobre três pequenas escadas e parar em uma área próxima. Harris, porém, continuou dirigindo além do ponto de parada determinado, desceu mais um lance de escadas, foi arremessada da moto e atravessou uma janela de vidro de um prédio do local.

O acidente aconteceu na primeira tomada das gravações e deixou a comunidade de dublês de Hollywood chocada. O filme retomou as gravações apenas um dia depois da morte de S. J. Harris e manteve a previsão da data de estreia. “Deadpool 2” deve chegar aos cinemas no dia 1º de junho de 2018.

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Emma Stone se torna a atriz mais bem paga de Hollywood

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- 08-17-17 22:02 - 0 Comentários

Depois de vencer a maior premiação do cinema este ano, atriz ficou no topo da lista da Forbes e destronou Jennifer Lawrence.

A Revista Forbes divulgou, como faz anualmente, a lista das atrizes mais bem pagas de Hollywood. Depois de alcançar o topo da lista por dois anos, Jennifer Lawrence foi desbancada por Emma Stone, vencedora do Oscar em Fevereiro por La La Land. No período entre junho de 2016 e junho de 2017, a atriz faturou US$ 26 milhões, pré-impostos.



Emma Stone conquistou o Oscar e o posto de atriz mais bem paga de Hollywood no mesmo ano

Foto: Reprodução

As outras nove atrizes da lista também foram divulgadas e, juntas, elas somam US$ 172,5 milhões em faturamento, entre filmes, bilheterias e contratos publicitários. Jennifer Aniston, por exemplo, que ficou em segundo lugar na lista, acumula contratos milionários com uma marca de água e outra de produtos de beleza. Já Emma Stone, além de La La Land e seu Oscar, que aumentaram seu passe, também tem contrato com uma marca de maquiagem.</p>Jennifer Lawrence pode não ter ficado no topo, mas ela alcançou a terceira posição, com US$ 24 milhões, metade do que havia atingido no ano anterior, quando ainda recebia pela franquia “Jogos Vorazes”. Outros nomes que entraram na lista incluem Cate Blanchett, Amy Adams e Emma Watson. Confira a lista completa:

1 – Emma Stone – US$ 26 milhões

2 – Jennifer Aniston – US$ 25,5 milhões

3 – Jennifer Lawrence – US$ 24 milhões

4 – Melissa McCarthy – US$ 18 milhões

5 – Mila Kunis – US$ 15,5 milhões

6 – Charlize Teron e Emma Watson – US$ 14 milhões cada

8 – Julia Roberts e Cate Blanchett – US$ 12 milhões cada

10 – Amy Adams – US$ 11,5 milhões


As rainhas de Hollywood
Revezando na lista da Forbes, Emma Stone e Jennifer Lawrence tem muito em comum. Além do fato de serem amigas, ambas tem lutado por pagamento igual entre atrizes e atores. Jennifer já falou diversas vezes sobre o assunto, e chegou a afirmar que recebeu bem menos que seus co-protagonistas homens em “A Trapaça”, filme que lhe rendeu uma indicação ao Oscar.

Emma Stone admitiu recentemente que alguns colegas já receberam cortes em seus pagamentos, para igualar seus salários ao da atriz. Seu próximo filme, inclusive, trará a tona a diferença entre homens e mulheres. “Batalha dos Sexos”, que estreia no Brasil em outubro, traz a atriz como Billie Jean King, jogadora de tênis que, em 1973, foi desafiada por outro jogador, Bobby Riggs (Steve Carrel) para uma partida de tênis.

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‘O Estranho que Nós Amamos’ redireciona carreira de Sofia Coppola

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- 08-09-17 13:16 - 0 Comentários

Primeira refilmagem da carreira da cineasta é, também, seu filme mais ambicioso estética e narrativamente. Porção feminista da trama é um dos prazeres propostos por um filme de alta voltagem emocional e sexual

O cinema de Sofia Coppola é extremamente feminino e polarizante. Se filmes como “As Virgens Suicidas” (2000) e “Encontros e Desencontros” (2003) lhe garantiram um lugar de destaque no coração da cinefilia, produções como “Um Lugar Qualquer” (2010) e “Bling Ring: A Gangue de Hollywood” (2013) despertaram o ceticismo de quem via na filha de Francis Ford um cinema fútil e autoindulgente.</p>

Cena de “O Estranho que Nós Amamos”, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (10)

Foto: Divulgação

Nesse sentido, “O Estranho que Nós Amamos” (2017), refilmagem de um cult subterrâneo de Don Siegel estrelado por um ascendente Clint Eastwood em 1971, representa um avanço e tanto na carreira de Sofia Coppola como em toda a discussão que ela suscita. Sob muitos aspectos, trata-se de seu filme mais ambicioso estética e narrativamente. É, também , a primeira vez que ela adapta um material existente. O filme é originário do romance de Thomas Cullinan.</p>“O Estranho que Nós Amamos” de Sofia Coppola é um contraponto ao filme de Siegel. Se no filme original, a perspectiva de John McBurney prevalecia, aferindo ao filme um forte viés fetichista, aqui há prevalência do ponto de vista feminino. Troca-se os sinais da objetificação e com ela ganha força todo um comentário sociocultural.

Colin Farrell herda o papel que fora de Eastwood, como McBurney. Um soldado da união ferido e potencialmente desertor na guerra civil americana. Ele é encontrado na floresta pela doce Marie (Addison Riecke), que o leva para a pensão feminina controlada pela rígida senhora Martha (Nicole Kidman) na Virginia. Acolhido sob algumas reticências, o cabo é cuidado pelas moças que ainda discutem se devem ou não entrega-lo às forças confederadas. “Não seria a atitude cristã a se fazer”, lembra uma das moças.





Sofia habilmente se debruça sobre a forte erotização que a presença de um homem em um ambiente totalmente feminino enseja. Essa primeira parte do filme é um assombro de narrativa e sugestão. Farrell compõe um McBurney muito mais contido, menos cafajeste, mas ainda assim expansivo. Nicole Kidman sobeja na insinuação de uma sexualidade reprimida que aos poucos vai se recompondo. A excepcional Elle Fanning faz Alicia, a mais velha das meninas tuteladas pela senhora Martha e é justamente ela quem estabelece um ousado jogo de sedução com o cabo. É, no entanto, a frágil Edwina, interpretada com precisão inflexiva por Kirsten Dunst, quem chama a atenção do soldado.</p>
Inversão de expectativas
Sofia consegue arranjar tempo para calibrar as expectativas e potenciais frustrações de todas as personagens femininas ao redor do cabo, que compreensivelmente se deleita com toda aquela atenção. O plot twist da trama, no entanto, ganha muito mais força com a abordagem que Coppola ostenta. De repente, nos flagramos assistindo a um conto de terror e o desespero de Farrell frente à placidez de Kidman assevera um dos grandes momentos do cinema de Coppola.



Nicole Kidman e o espetacular elenco feminino do filme

Foto: Divulgação

Não se trata de um filme feminista, como muitos alardearam após a exibição no festival de Cannes, mas de um filme que utiliza-se muito bem da percepção de feminismo vigente no mundo hoje para produzir impacto. Uma clara sinalização da expertise de Sofia Coppola na confecção de uma obra que tanto propõe um diálogo com a original, como tangencia resultados inéditos para um mundo que clama por eles.</p>
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‘Lino’ é a nova aposta da animação no cinema nacional

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- 08-08-17 20:37 - 0 Comentários

Filme dirigido por Rafael Ribas e produzido pela StartAnima chega aos cinemas no dia 7 de setembro; veja outros destaques em Bastidores

Em meio a grandes produções de estúdios como Disney/Pixar e DreamWorks, o Brasil está cada vez mais se destacando com filmes animados. A aposta da vez é “Lino – O Filme”, dirigido por Rafael Ribas e produzido pela StartAnima.



Dirigido por Rafael Ribas, “Lino – O Filme” é produzido pela StartAnima e chega aos cinemas brasileiros em 7 de setembro

Foto: Divulgação

Protagonizado por Selton Mello, “Lino” conta a história de um animador de festas que usa uma fantasia de gato gigante. Maltratado pelas crianças em seu emprego, ele contrata um feiticeiro para tentar trabalhar em paz, mas o feitiço não sai como o esperado e o rapaz acaba se tornando o próprio gato. Agora, sua missão é tentar volta à forma normal.</p>No escritório da StartAnima, em São Paulo, onde todo o filme nasceu. Com um orçamento curto, a equipe teve de se desdobrar para fazer um filme com qualidade tão impressionante. Em termos técnicos, o longa não deve nada para os blockbusters gringos.

Quem assiste ao filme no cinema nem imagina todo o trabalho por trás de cada cena. O nível de detalhe é tão absurdo que os artistas têm que escolher até o sentido para o qual os pelos do gato estão penteados. Toda a engenharia de movimentos, não só dos personagens mas também de todos os objetos em cena, também é meticulosamente calculada. No fim, o resultado é um filme que promete agradar crianças e adultos.

or, qualidades com as quais temos conseguido marcar a cena noturna baiana, brasileira e, agora, mundial”, disse José Augusto, um dos sócios do clube soteropolitano.</p>
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Bruce Willis revive ícone de Charles Bronson na refilmagem de ‘Desejo de Matar’

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- 08-05-17 10:42 - 0 Comentários

“Desejo de Matar” é um remake do filme lançado em 1974; o longa deverá chegar aos cinemas de todo o país em novembro

“Desejo de Matar”, o remake do famoso filme lançado em 1974, acaba de ganhar seu primeiro trailer. E esta primeira amostra do filme está cheia de ação! No trailer, é possível acompanhar Bruce Willis e sua saga para fazer justiça com as próprias mãos. Há também algumas cenas mais engraçadas – bastante frequentes nos filmes do ator.



Remake de “Desejo de Matar” ganha primeiro trailer e traz Bruce Willis fazendo justiça com as próprias mãos

Foto: Reprodução

Dirigido por Eli Roth, o longa “Desejo de Matar” conta a história de Paul Kersey, um homem de família. Ele começa a traçar faz seu plano de vingança depois que sua mulher e sua filha são assassinadas durante uma invasão domiciliar. Depois disso, ele passa de um pacato cidadão a um homem sedento por vingança e que irá até o fim para assassinar os algozes de sua família.</p>Contudo, este roteiro traz algumas diferenças em comparação com o original. No primeiro filme, o homem que buscava vingança era um arquiteto de Nova Jersey, a nova versão mostra o protagonista como um cirurgião de Chicago. O longa conta com Bruce Willis, Elizabeth Shue e Camila Morrone no elenco. O roteiro fica por conta de Joe Carnahan (“A Perseguição”).

Apesar de contar com uma premissa antiga, a atuação de Bruce Willis e a direção de Eli Roth prometem atualizar a trama e trazer mais contemporaneidade para o gênero dos filmes de ação. O diretor também prometeu que o longa será recheado de referências a outros filmes do gênero e influências de filmes como “Marcas da Violência”, “Sicário: Terra de Ninguém” e “Busca Implacável”.

O remake de “Desejo de Matar” deverá ser chegar aos cinemas de todo o país no dia 30 de novembro deste ano.

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â€˜É um filme gentil, em uma época nada gentil’, diz Selton Mello sobre novo longa

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- 08-02-17 10:07 - 0 Comentários

“Eu tratei como um grande sonho”, revela Selton Mello sobre todo o processo por trás de “O Filme da Minha Vida”, seu projeto mais pessoal, que chega aos cinemas do País nesta quinta-feira (3). Confira a entrevista completa

“Este filme é uma flor que ofereço ao espectador”, afirma Selton Mello, uma presença sempre doce, sensível e convidativa, sobre “O Filme da Minha Vida”, seu terceiro longa-metragem que estreia nesta quinta-feira (3) nos cinemas brasileiros.



Selton Mello nos sets de “O Filme da Minha Vida”

Foto: Divulgação

A tarefa de Selton não era fácil. “O Palhaço” (2011) aliou expectativas comerciais à demandas autorais e mostrou que o Brasil poderia fazer um cinema que muitos creem só ser possível na vizinha Argentina. Para Selton Mello, o afeto é a chave para tudo e todas as coisas. Pelo menos, no tocante ao seu cinema.</p>Nessa entrevista, ele abre o coração. Fala do viés terapêutico que encontrou no cinema – e ao qual dá seguimento neste que é seu filme mais pessoal, mas também o mais ambicioso – e revela que, na verdade, sempre se dirigiu. “Conto nos dedos de uma mão os diretores que de fato me dirigiram”.

Este é o seu terceiro longa. No primeiro não temos o Selton ator. No segundo, você é protagonista e no terceiro, um coadjuvante de peso na história. O que o diretor Selton está achando do ator Selton e como tá sendo o hibridismo dessa experiência?

Selton Mello: Você disse tudo – hibridismo. Está sendo muito saboroso experimentar todas as formas possíveis. Para mim e para o público, tenho certeza. Porque o exercício é este mesmo: provar coisas diferentes. Não gosto da ideia de mais do mesmo. O brilho no olho está justamente na possibilidade de mudança. Posso dizer algo duro, mas real: conto nos dedos de uma mão os diretores que de fato me dirigiram. Em mais de 30 filmes, geralmente, me virei sozinho. Essa é a realidade. Então dirigir e atuar, agora oficialmente, é algo que de certa forma fiz a vida toda.

Como foi o seu primeiro contato com o livro “Um Pai de Cinema”, do chileno Antonio Skármeta? Você teve claro para si que queria fazer um filme a partir dele ou foi uma ideia germinada com o tempo?

SM: Não havia lido o livro antes, ele chegou até mim pelas mãos do próprio Skármeta. Era um sonho antigo dele de ter este livro adaptado por um cineasta brasileiro. Depois que assistiu a “O Palhaço”, achou que eu tinha a sensibilidade que ele procurava. E mandou o livro para mim e para a produtora Vania Catani. Eu estava rascunhando ideias para meu próximo longa, encantado com o sucesso de “O Palhaço”, que foi lindo, e não consegui chegar a lugar algum. Quando li o livro tive o clique. Era a história que eu procurava, a história perfeita. É um roteiro adaptado, sim, mas também é muito pessoal. Porque a história do Tony Terranova é de todos, é do mundo. E a chance de poder fazer um filme gentil, em uma época nada gentil. Um filme para sonhadores, um filme que celebra o lado luminoso da vida. O público está se encantando fortemente pelo filme, sinto que eles saem agradecidos e comovidos por verem algo que faça bem para seus corações. Tenho viajado pelo Brasil divulgando o filme e percebo com muita alegria a comoção que causa nas pessoas.</p>

Johnny Massaro e Bruna Linzmeyer em momento de descontração nos bastidores, “A a história do Tony Terranova é de todos, é do mundo. É um filme para sonhadores”

Foto: Divulgação

Este me parece seu filme mais ambicioso esteticamente. É um filme com linguagem e tempo de um cinema que não parece existir mais. É só impressão minha ou foi algo deliberado? Como foi o trabalho com o Walter Carvalho nesse sentido?

SM: Sim, com certeza. A luz da serra gaúcha é deslumbrante, ficamos fascinados. Walter Carvalho é um mestre e tanto. Ele não apenas sabe exatamente o que e como fazer, mas também carrega um olhar profundo sobre as coisas. Antes de tudo ele me perguntou por que eu queria contar essa história. E antes das cenas a gente conversava sobre as razões daqueles personagens, sobre as motivações, sobre tudo que está por trás da situação filmada e que vai impactar diretamente na tela. Foi muito especial rodar o filme com ele. Vivemos um reencontro mágico agora, 20 anos depois de “Lavoura Arcaica”, um filme que mudou nossas vidas. Mas importante ressaltar, o filme não é apenas belo esteticamente, trata-se, sobretudo, de um filme belo espiritualmente.

É o seu filme com mais closes. Existe, como autor, uma razão para isso?

SM: “Feliz Natal” tinha mais close que esse (risos). A ideia é me aproximar dos personagens, eles possuem a chave da trama. Orson Welles dizia que a câmera pode captar até o pensamento dos atores e eu concordo com ele. Um filme íntimo, que chega no público pela via que mais me interessa : a via afetiva.

“O Filme da Minha Vida” é uma linda história de amor e também é uma ode ao encanto do cinema – a cena em que Tony deixa o cinema pela primeira vez é de tirar o fôlego – quais foram as suas referências nesse sentido. O Tony é seu alter ego e você dedica o filme a seus pais. Depois de “O Palhaço”, o cinema continua um palco propício para essa terapia tão particular quanto coletiva?

SM: Sim! Sempre! É minha forma mais bonita de expressão, de sublimar minhas questões. Sou apaixonado por cinema e por tudo que envolve o cinema. E poder contar histórias de pessoas, com toda a simplicidade e complexidade que lhe são caras, é fantástico. Faço terapia há dez anos, pratico meditação transcendental também. Mas nada disso seria eficaz se não fosse o cinema. Tudo na minha vida eu dedico aos meus pais, agora apenas quis deixar isso mais claro cravando isso na tela, como uma tatuagem.

De alguma maneira seus filmes abordam a paternidade. Mas em relevos e densidade distintos. É algo proposital ou daqueles temas que se incutem inconscientemente nos projetos? Como você avalia isso?</p>



SM: Somos os nossos pais. Carregamos nossos antepassados no DNA. Então, todas as relações com estas pessoas são fundamentais para compreendermos melhor o que se passa do lado de dentro. O porquê de certas atitudes, o vislumbre pelo que há por vir. Entender estas relações é o primeiro passo para o autoconhecimento. Gosto de colocar a família nos meus filmes, gosto desse protagonismo. Porque é assim na minha vida. E ao fazer um depoimento bem pessoal, consigo chegar na alma do público.</p>E aqui você dirige o Vincent Cassel. Ele já havia feito o “À Deriva”, mas seu filme, me parece, exige um Cassel muito mais minimalista. Como foi dirigi-lo?

SM: Super agradável, Cassel é um cara leve. Ele filmou pouco, é um personagem enorme, mítico no filme, mas concentrei toda a parte do pai no início das filmagens. Foi ótimo porque me ajudou a ditar o tom da coisa toda. Ele é brilhante. Como ator, é uma força da natureza, daqueles caras que quando você liga a câmera tudo acontece. Sem esforço, naturalmente. Quando apontei a câmera pra ele pela primeira vez entendi porque ele se tornou um astro mundial, tem uma potência grande ali, em cada frame.

A música nesse filme é tão importante. Ela ajuda na construção desse memorial de outra época e emula o tom esperançoso e doce do filme. Isso foi algo que existiu desde sempre ou surgiu na pós-produção?

SM: Sempre existiu. Cinema é uma arte que sintetiza todas as outras. Não consigo imaginar um filme meu sem música. E neste caso, um filme-memória, que mostra a época da transição do rádio pra TV, foi fundamental pensar na música no roteiro. Toco violão, guitarra, baixo, bateria, sou bem musical. Tem músicas que eu adoro e que dou um jeito de colocar no filme, como “I put a spell on you”, Nina Simone, neste caso específico. Plinio Profeta compôs lindamente toda a trilha original, e juntei um time pra pesquisar canções da época: Plinio, eu, Marcio Hashimoto, Gustavo Montenegro e Neto Ponte. Juntos, levantamos canções que embalam os sonhos dos espectadores.



Vincent Cassel “é uma força da natureza”

Foto: Divulgação

E há esse romantismo com a Camélia. Esse é um detalhe tão bonito do teu filme. Como foi trabalhar esse subplot do Augusto e do bordel na outra cidade – ali tão perto do cinema?

SM: Este filme eu tratei como um grande sonho. Não me interesso em filmar a realidade como ela é. O que pretendo como cineasta, é alcançar uma representação emocional da realidade. Criar um mundo próprio, com suas leis, sua própria linguagem. Um filme parente dos sonhos bons.

Quais, do ponto de vista da direção, foram as diferenças fundamentais entre “O Filme da Minha Vida”, “O Palhaço” e “Feliz Natal” na tua avaliação?

SM: Putz, não sei dizer. Mas o que os une é o afeto. Pelo cinema, pelo ser humano, pela beleza que há no planeta e nos seus habitantes. Enaltecendo o lado bendito da vida. Este filme é uma flor que ofereço ao espectador. Espero que eles recebam com o mesmo carinho que tive ao cultivar esta flor.

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Drama familiar e grandes atrizes dão o tom do delicado ‘O Reencontro’

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- 07-27-17 13:52 - 0 Comentários

Duas prestigiadas Catherines do cinema francês brilham no drama “O Reencontro”, que integrou a programação dos festivais de Berlim e Varilux

Existem filmes que se legitimam em seus intérpretes e “O Reencontro” (2017), de Martin Provost, que foi destaque no Festival Varilux e estreia nesta quinta-feira (27) nos cinemas de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte, Brasília, entre outras cidades, pertence a este grupo. Trata-se de um filme que desenvolve uma premissa aparentemente banal, mas o faz com esmero e delicadeza e tem em suas atrizes força, brilho e generosidade.</p>

As Catherines brilham em O Reencontro, que estreia nesta quinta-feira em diversas cidades do País

Foto: Divulgação

Catherine Frot (“Marquerite”) protagoniza como Claire, uma parteira talentosa e dedicada, que tem um filho que estuda medicina e parece ter a vida toda ajeitada, ainda que prescinda de certa emoção, cor, arrebatamento. Sua rotina muda com um reencontro que despertará fantasmas do passado. Que surgem na figura ainda hipnótica de Catherine Deneuve, grande dama do cinema francês.</p>Deneuve dá vida a Béatrice, que fora amante de seu pai no passado. Amante que o abandonou e contribuiu para um quadro de suicídio. Desnecessário dizer que Claire não faz a mínima questão de reencontrar Béatrice, mas esta insiste em inserir-se em sua rotina. Béatrice foi vitimada por um câncer e, sentindo-se só, parece disposta a fazer as pazes com o passado.





A hesitação de Claire é o primeiro conflito alinhado pelo filme. Outros virão. Com delicadeza e sutileza, “O Reencontro” confia a suas atrizes a capacidade de engajar a audiência em uma trama que, ainda que bem delineada, não apresenta nenhuma novidade, nem excede o desenvolvimento protocolar dos conflitos alinhados. Mas Frot e Deneuve, além de uma química potente, expõem as entranhas de personagens machucadas e tomadas por receios e angústias, ainda que de ordens diferentes.</p>A maneira como uma personagem remedia a dor da outra é dessas belezas que o cinema mais pueril e gracioso tem a oferecer e o apreciador do bom cinema tem aí sua satisfação garantida. “O Reencontro” se ampara essencialmente em suas atrizes e é uma opção válida – e bem-vinda – em um momento em que os filmes se amparam cada vez mais nos efeitos especiais e na engenharia de franquias e ideias prontas. É um bálsamo ir ao cinema ver dois grandes talentos conjugarem sua mágica.

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Confirmado! Daniel Craig vai viver James Bond pela 5ª vez

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- 07-25-17 22:10 - 0 Comentários

Daniel Craig deve receber cerca de US$ 50 milhões para viver 007 mais uma vez. Bond 25, título provisório, estreia nos cinemas em novembro de 2019

Depois muita hesitação e negociação, Daniel Craig assinou contrato para viver James Bond pela quinta vez, no 25º filme da série, programado para novembro de 2019. Há algumas semanas intensificaram-se os rumores de que o astro e os produtores da série haviam chegado a um acordo, mas os dias de silêncio foram minando a confiança dos fãs. Na ultima segunda-feira (24), os produtores confirmaram a data de lançamento de Bond 25, título provisório, mas novamente silenciaram a respeito de Craig.



Imagens do filme ‘007 contra Spectre’

Foto: Divulgação

A confirmação do retorno de Daniel Craig se deu na manha desta terça-feira pelo jornal The New York Times – ainda não há pronunciamento oficial dos produtores. Especula-se que o ator, entre cachê e porcentagem da bilheteria, recebe cerca de US$ 50 milhões para viver James Bond mais uma vez. Vale lembrar que o contrato assinado pelo britânico previa quatro filmes e possibilidade de renovação para mais e de renovação para outro. É esta primeira possibilidade de renovação que está sendo exercida.</p>Pouco depois de “007 contra Spectre”, mal recebido pela crítica, o ator chegou a dizer que preferia cortar os pulsos a viver o personagem novamente. Foi uma declaração forte e incisiva que ajuda a entender o maior período entre filmes da franquia desde que Craig assumiu o posto. “Spectre” foi lançado em 2015 e o novo Bond chega em 2019. A distância se iguala a experimentada entre “Quantun of Solace” (2008), outro filme mal recebido pela crítica, e “Operação Skyfall” (2012).</p>Tudo indica que o diretor da próxima empreitada seja anunciado nos próximos dias. O roteiro será escrito por Neal Purvis e Robert Wade, que juntos escreveram os últimos seis filmes da franquia. A expectativa dos produtores é de que Bond 25 mantenha o padrão de bilheteria alcançado pelos filmes na fase de Craig e seja, também, um sucesso de crítica para facilitar a transição para o próximo intérprete.</p>

Daniel Craig em cena de “Roubo em Família”, que estreia no Brasil em 12 de outubro

Foto: Divulgação

Entre os favoritos dos fãs figuram Idris Elba, que poderá ser visto recentemente em “A Torre Negra”, e Tom Hiddleston, o Loki dos filmes da Marvel. Daniel Craig será visto ainda este ano no novo filme de Steven Soderbergh, “Roubo em Família”, justamente sua primeira aparição no cinema desde “Spectre”.</p>
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